Levava uma sesta vazia e uma carteira
Sempre fazia o mesmo caminho
Cidade pequena, sempre duas opções o curto e o comprido
Luisa não era besta, fazia sempre o mesmo percurso
Andava uma rua entrava a esquerda, em seguida a direita e já via o furdunso
Luisa como o nome já diz é uma lutadora
É das primeiras a chegar na feira e compra tudo fresquinho
Que sacola pesada ela carregava, tanto que neste dia estourara
Foi fruta e verdura pra todo lado, e o cão corria com a carne entre os dentes
O dinheiro tinha acabado, era fim de mês e aquela feira era todo o restinho
"Comprar com que agora?" Com as mão na cabeça pensava temente
Mas em seu desespero Luisa nem percebia
Que Ricardo estava perto e observou tudo
Pegou uma tangerina que rolou até seus pés
Ele apanhou a fruta e entrego-a dizendo
"Se precisar de ajuda fala com mãe Bia"
Ela agradeceu e não se fez de rogada, pois, precisava desta vez
Pouco tempo depois Luisa já batia à porta de Dona Bia
A empregada atendeu mandando ela entrar e esperar
Enquanto esperava sentada no sofá, Luisa se retorcia de curiosidade
De um quarto com a porta entre aberta se ouvia uma música
Se ouvia também, os passos firmes da pessoa que não parava de dançar
Luisa não aguentou e se levantou para espiar discretamente
Ela viu Anastácia dançando e ficou encantada como ela dançava bem
Anastácia à viu e sorriu dizendo:
"Oi Luisa! Não sabia que eu dançava?"
Luisa balançou a cabeça de forma negativa
Mãinha ensinou a mim e a Ricardo
"Eu te ensino se você quiser aprender também"
"Entre!" Luisa entrou logo no quarto, não esperou o segundo convite
Anastácia ensinava os primeiros passos a Luisa quando Dona Bia entrou
Luisa logo parou a dança
Dona Bia confia em Luisa e o dinheiro à emprestou
Como de boba Luisa não tem nada
Vai aprender a dança toda noite
E assim foi, de segunda à sábado
Ia pra casa de Dona Bia
Tinha aula com Anastácia
E como não podia deixar se
Cruzava com Ricardo
Fosse na sala, na entrada ou na saída
Ele não entrava no quarto, mas, olhava da porta
Continua...