segunda-feira, 28 de março de 2011

A dança

Luisa saio de casa para ir a feira, como todas as sextas feiras
Levava uma sesta vazia e uma carteira
Sempre fazia o mesmo caminho
Cidade pequena, sempre duas opções o curto e o comprido
Luisa não era besta, fazia sempre o mesmo percurso
Andava uma rua entrava a esquerda, em seguida a direita e já via o furdunso

Luisa como o nome já diz é uma lutadora
É das primeiras a chegar na feira e compra tudo fresquinho
Que sacola pesada ela carregava, tanto que neste dia estourara
Foi fruta e verdura pra todo lado, e o cão corria com a carne entre os dentes
O dinheiro tinha acabado, era fim de mês e aquela feira era todo o restinho
"Comprar com que agora?" Com as mão na cabeça pensava temente

Mas em seu desespero Luisa nem percebia
Que Ricardo estava perto e observou tudo
Pegou uma tangerina que rolou até seus pés
Ele apanhou a fruta e entrego-a dizendo
"Se precisar de ajuda fala com mãe Bia"
Ela agradeceu e não se fez de rogada, pois, precisava desta vez

Pouco tempo depois Luisa já batia à porta de Dona Bia
A empregada atendeu mandando ela entrar e esperar
Enquanto esperava sentada no sofá, Luisa se retorcia de curiosidade
De um quarto com a porta entre aberta se ouvia uma música
Se ouvia também, os passos firmes da pessoa que não parava de dançar
Luisa não aguentou e se levantou para espiar discretamente

Ela viu Anastácia dançando e ficou encantada como ela dançava bem
Anastácia à viu e sorriu dizendo:
"Oi Luisa! Não sabia que eu dançava?"
Luisa balançou a cabeça de forma negativa
Mãinha ensinou a mim e a Ricardo
"Eu te ensino se você quiser aprender também"

"Entre!" Luisa entrou logo no quarto, não esperou o segundo convite
Anastácia ensinava os primeiros passos a Luisa quando Dona Bia entrou
Luisa logo parou a dança
Dona Bia confia em Luisa e o dinheiro à emprestou
Como de boba Luisa não tem nada
Vai aprender a dança toda noite

E assim foi, de segunda à sábado
Ia pra casa de Dona Bia
Tinha aula com Anastácia
E como não podia deixar se
Cruzava com Ricardo
Fosse na sala, na entrada ou na saída
Ele não entrava no quarto, mas, olhava da porta





Continua...



A jibóia

No fim de tarde caminho na praia, mas, o mar esta cercado por arame farpado de um lado, do outro comércio, barulho e confusão, a cerca a perder de vista e eu querendo muito um o contato com a água, continuo caminhando na esperança desta cerca ter fim, continuo a vê-la tão tão longe começo correr. Corro tanto que vejo que estou a voar, sinto ferir minhas pernas no arame da cerca, tento voar mais alto quando vejo um lugar gramado sem cerca, sem barulho, me percebo só em um lugar verde e resolvo seguir, é um caminho cheio de pedras pontudas e escorregadias de lodo. Para meu descanso vejo uma canoa no meu caminho e uma casa pouco a frente. Entro na canoa e começo a remar em direção a casa, derrepente sinto uma força muito grande que puxa o remo da minha mão, mas, a canoa segue o caminho da casa em maior velocidade que antes, quando desso da canoa vejo quem me trazia, uma jibóia verde, que saí de debaixo da canoa e começa a me acompanhar até dentro da casa, onde toda parte da casa tem caminhos como de trilhos de trem que é o caminho só dela. Um homem magro, de barba negra comprida e chapéu caído que esconde os olhos me recebe e me oferece um jantar e a volta para casa, eu aceito a jibóia vem por trás de mim e eu a sinto subindo em minhas pernas, eu começo a tremer, o homem vendo meu medo diz "não tenha medo ela gosta de dinheiro", após abraçar meu quadril ela coloca a cabeça dentro do bolso da minha calça e tira o dinheiro, me solta de uma vez jogando seu corpo de uma vez no chão. Quando eu percebi que ainda tinha muitas moedas dei algumas de boa vontade a ela, o homem disse que ela fica feliz. Na hora do jantar tinha uma bela mesa posta, com comida feita no capricho, em seguida fui para casa a cobra me acompanhava como um cão de guarda em um caminha estrito de mato alto, a noite estava bem clara pela bela lua à leste, a jibóia foi até a cerca de uma estrada onde um ônibus passava. O ônibus passou logo quando atravessei a cerca, entrei nele, vim para casa em paz. No dia seguinte acordei, acho que foi um sonho? Foi sim!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Andorinha

No sítio Andorinha, terra bem cuidada por onde corre um riacho de água pura e se planta de tudo, mas, o xodó da família é o pomar onde tem muita goiaba e muita manga que são vendidas no mercado da cidade em época de colheita.
A família de seu Pedro e dona Zefa é pequena, eles tem dois filhos Mário de nove anos e Carminha de cinco anos. Mário é menino de olhos negros e grandes, moreno de tão queimado do sol, quando não está na escola está ajudando o pai ou souto no sítio com seu amigo Cássio e o cachorrinho dele, amarelo e de pelo grande que atende por filé. Carminha dona de um par de olhos verdes radiantes e de um cabelo cacheado sempre bem definido por dona Zefa, vive com uma boneca careca de borracha que tem o rosto todo riscado de caneta no braço e com essa boneca ela vive atrás de seu irmão, infernizando a vida de Mário segundo ele, "ela se mete em tudo" reclama Mário.

Depois das devidas apresentações do lugar e das personagens vamos agora pegar um ônibos em direção a essa história.

domingo, 21 de junho de 2009

O Começo


O começo está sendo
complicado, me
pergunto como iniciar.
Sempre pensei em fazer isto,
contar
histórias. Resolvi
parar de
pensar e comecei a agir, sem
ideias, a
princípio é impulso.
Sempre criei
histórias
e as guardei para
mim. Agora é o
momento, vou
dividir
com
todos que
gostam de sonhar como
eu.